São João Nortenho

 

O S.João surge como uma festividade católica, onde se celebra o nascimento do seu padroeiro, São João Batista.

No século XIV, Fernão Lopes deslocou-se até ao Porto para preparar uma visita ao Rei, tendo chegado na véspera de S.João, de 23 de Junho para 24, deixou escrito uma crónica dizendo que nesse dia era feita uma grande festa vivida pela população portuense.

Nessa festa é comemorada a fertilidade, associada à alegria das colheitas e da abundância.

A intensidade da festa é principalmente no Porto e em Braga.

Muitas são as tradições nestas terras, destacando-se os alhos-porros, o lançamento de balões de ar quente, saltos sobre as fogueiras, manjericos com versos populares e o tradicional fogo de artifício.

Diz a tradição que a água das orvalhadas da madrugada de São João tem poderes excecionais de purificação, regeneração e proteção, garantindo amores felizes e casamento próximo, para além de proporcionar vigor aos idosos e beleza aos jovens.

A partir dos anos 70 foram introduzidas as delícias das crianças, os martelos de plástico.

No século XX, o S.João foi considerado um feriado municipal na Invicta.

Isso surgiu devido a um decreto republicano e a um referendo aos portuenses, promovido pelo Jornal Notícias.

Segundo o relato do Jornal de Notícias, o “velho e conceituado republicano, Sr. Henrique Pereira d’Oliveira” sugeriu a data de 24 de Junho para feriado municipal. O facto não causou espanto.

Afinal de contas, o S. João era, já na altura, uma festa com longa tradição na cidade no Porto.

Com sardinhas, pimentos e batatas cozidas comemora-se o S.João no Norte.