Santo António, o casamenteiro

 

O tão adorado Fernando muda de nome para António em homenagem ao Santo Antão e dedica-se a pregar as escrituras.

O Sermão de Santo António aos Peixes do Padre António Vieira, inspira-se precisamente na sua qualidade de pregador.

Assim Santo António tornou-se o padroeiro da cidade de Lisboa.

Os manjericos foram associados a esta festa popular, dado que era costume nessa época os rapazes comprarem um manjerico para oferecer à sua adorada.

A cidade fica marcada pelas marchas populares e pelos casamentos de Santo António.

Os lisboetas têm por hábito festejar o Santo António nas ruas da cidade enfeitando as casas e os bairros históricos com cores coloridas, colocando manjericos nas janelas.

A tradição diz que se deve comer sardinhas assadas, caldo verde, pimentos e broa.

Na cidade são destacadas as marchas populares, as marchas de cada bairro desfilam pela Avenida da Liberdade e no dia 13 de Junho começa a procissão na igreja de Alfama onde nasceu este Santo.

Em homenagem ao dom de casamenteiro do Santo, cria-se, na década de 50, o concurso das Noivas de Santo António, que permitiu, ao longo dos anos, celebrar inúmeros casamentos a casais de poucos recursos económicos.